quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Dueto de poesia


Ja nam sou pera mudanças,
mais quero ua dor segura,
vá crêlas vãas esperanças
quem nam sabe o qu'aventura.

Trova de Bernardim Ribeiro


O tempo tem poder tal,
que faz do servo isento,
faz do liberal avarento,
do avarento liberal.
E pois vosso natural
de guardar mudou em dar,
nam vos deve de lembrar (...)

Trova de Anrique da Mota

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Apontamentos

O ofício do Rei


«…monarquia é: um projeto de futuro baseado numa estratégia nacional de desenvolvimento e de continuidade que reforça e respeita a identidade própria…»

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Poesia


«É o vento que me leva. 
O vento lusitano. 
É este sopro humano Universal 
Que enfuna a inquietação de Portugal. 
É esta fúria de loucura mansa 
Que tudo alcança 
Sem alcançar. 
Que vai de céu em céu, 
De mar em mar, 
Até nunca chegar. 
E esta tentação de me encontrar 
Mais rico de amargura 
Nas pausas da ventura 
De me procurar...»

Miguel Torga

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Irrequietações e Reflexões

Sabedoria

video
Kenneth Clark  'A Stick in the Mud...'

At this point I reveal myself in my true colours, as a stick-in-the-mud. . . . I believe that order is better than chaos, creation better than destruction. I prefer gentleness to violence, forgiveness to vendetta. On the whole I think that knowledge is preferable to ignorance, and I am sure that human sympathy is more valuable than ideology. I believe that in spite of the recent triumphs of science, men haven’t changed much in the last two thousand years; and in consequence we must still try to learn from history. History is ourselves. I also hold one or two beliefs that are more difficult to put shortly. For example, I believe in courtesy, the ritual by which we avoid hurting other people’s feelings by satisfying our own egos. And I think we should remember that we are part of a great whole, which for convenience we call nature. All living things are our brothers and sisters. Above all, I believe in the God-given genius of certain individuals, and I value a society that makes their existence possible. . . . @JPP



Artes afro-lusas - Nigéria




quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Portugal e o Futuro (Uma leitura imprescindível)


A 22 de Fevereiro de 1974, é publicado o livro Portugal e o Futuro, do General António de Spínola, defendendo o fim da Guerra Colonial e a liberalização do regime.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Efeméride


  • 1488  Bartolomeu Dias desembarca em Mossel Bay, na África do Sul, após dobrar o cabo da Boa Esperança, sendo o primeiro europeu a fazê-lo.

"Mais ia por diante o monstro horrendo
Dizendo nossos fados, quando alçado
Lhe disse eu: — Quem és tu? que esse estupendo
Corpo certo me tem maravilhado.—
A boca e os olhos negros retorcendo,
E dando um espantoso e grande brado,
Me respondeu, com voz pesada e amara,
Como quem da pergunta lhe pesara:

— "Eu sou aquele oculto e grande Cabo,
A quem chamais vós outros Tormentório,
Que nunca a Ptolomeu, Pompônio, Estrabo,
Plínio, e quantos passaram, fui notório.
Aqui toda a Africana costa acabo
Neste meu nunca visto Promontório,
Que para o Pólo Antarctico se estende,
A quem vossa ousadia tanto ofende.

Lusíadas, Canto V, 49-51

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Diálogo 80 anos depois



Que será outra cousa a terra que nos gastar
senão carne dos nossos pais e avós, filhos e parentes?
Damião Peres

«A ética política e social cedeu o lugar à ética individual. Simultaneamente, saltam-se as barreiras do orgulho e da raça, e os pensadores começam a sentir-se cidadãos do mundo; o ideal nacional do homem é substituído por um ideal abstracto e cosmopolita.» Augusto Messer, História da Filosofia, I, (trad. Adolfo Casais Monteiro), Ed. Inquérito, Lisboa, 1946 (orig.1935), 116.

«Não é, porém, nesta universalização abstrata que se realiza o processo da humana aprendizagem, pois é a nacionalidade e o seu mundo de referências culturais, que propõe a identificação pessoal pela participação numa comunidade e numa continuidade histórica, permitindo a solidariedade mais larga do que o horizonte primeiro e local. Somente após este desenvolvimento de participação na instância nacional torna-se possível então o universalismo e o cosmopolitismo.» PFC
Dedicado especialmente a ARD

Vem aí a primavera

Garcia de Resende