domingo, 15 de abril de 2018

Imagens de Portugal


Imagem de VoxEurop


«Todas as principais correntes do pensamento económico tiveram em Portugal autorizados representantes e cultores. E até em alguns capítulos da vasta ciência que é a economia, teve em Portugal a primazia. Os problemas do crédito, operações de bolsa e seguros tiveram como primeiros tratadistas escritores portugueses.»



  • Pedro Borges Graça, O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica, UniLisboa, ISCSP

Imagens de Portugal


 A Assembleia da República acolhe a exposição "Os moldavos pintam Portugal", uma iniciativa da Embaixada da República da Moldova. Piso 0 | até 27 de abril


sábado, 3 de março de 2018

Democracy and Disappointment?

Jochen Tack
«(…) “[B]ad governance” (...) refers in the first instance to the failure of many new democracies to build well-functioning and effective states, which often leads to lagging economic growth, poor public services, lack of personal security, and pervasive corruption. The citizens of such countries understandably feel disappointed by democracy. (...)“[T]he legitimacy of many democracies around the world depends less on the deepening of their democratic institutions than on their ability to provide high-quality governance.” Of course, bad governance afflicts most nondemocratic countries as well, but this offers scant consolation to citizens who feel that the government they have democratically elected is failing them. (…) [T]hose who wish to strengthen democracy need to pay greater attention to state-building, including such prosaic matters as public administration and policy implementation.»

Marc F. Plattner, Democracy & Society, Georgetown University, A Publication of the Center for Democracy and Civil Society, Fall–Winter 2016, Volume 13, Issue 1, págs 1-6.


Marc F. Plattner is the founding coeditor of the Journal of Democracy and Co-chair of the Research Council of the National Endowment for Democracy’s International Forum for Democratic Studies. This essay, an expanded and updated version of “Is Democracy in Decline?” in the January 2015 issue of the Journal of Democracy, was presented as the Joe R. Long Lecture at the University of Texas - Austin on October 1st, 2015.





Conferência - Segunda - 5 de Março 2018 - FCG


Fortalecer a democracia na Europa 

Conferência organizada em parceria com o Instituto Jacques Delors


FCG

A irracionalidade invade mas não justifica

sábado, 13 de janeiro de 2018

Organizações Celulares (inov.empres.)


«A number of leading companies today are experimenting with a new way of organizing—the cellular form. Cellular organizations are built on the principles of entrepreneurship, self-organization, and member ownership. In the future, cellular organizations will be used in situations requiring continuous learning and innovation.»

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Poesia remota e ressonâncias políticas atuais



(...) as chuvas torrenciais, desencadeadas por nuvens negras, devastaram toda a superfície da terra, as sementeiras dos campos e os frutos das searas. 
Podiam ver-se então as manadas a nadar entre
os lobos, com tantas coisas assombrosas (…)

Henrique Caiado (1470-1509), Écloga I, Os amigos Fausto e Filémon, 39-43 [trad. do latim de Tomás da Rosa (1921-1994)] @ Biblioteca Nacional

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vanguardas: Portugal positivo no cenário internacional



«The current world leader in the liberalzation of drug laws is (...) Portugal»

Michael Huemer, The Problem of Political Authority, Palmgrave Macmillian, London-N.York, 2013, 330.

Ver também Kellen Russoniello @ Yale Journal of Health Policy, Law, and Ethics

A ler



Charlety Sebastien, Histoire De La Monarchie De Juillet 1830-1848Perrin, Janeiro de 2018. @ Bertrand


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

Imagens de Portugal



«Luiz de Camoens es príncipe de los poetas que escrivieron en idioma vulgar»
Lope de Vega

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Tempos com visão de longo prazo




«(...) A difusão de ideias e de valores através das imagens revela-se, ao longo da História, um processo recorrente por quem tem o poder e o dever de servir de exemplo à restante sociedade. Por isso, os meios difusores e a forma como se constroem as mensagens são cuidadosamente pensados e seleccionados. (...)»

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Saudades do Mar


Artes


Nunca, por Mais


Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça 
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido, 
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une, 
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea — 
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma, 
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem (,,,)

Álvaro de Campos

sábado, 28 de outubro de 2017

Roteiros Reais



No próximo dia 11 de Novembro às 10:00 voltamos aos nossos Roteiros Reais com o nosso associado Joel Moedas Miguel desta vez com uma visita guiada à Quinta dos Marqueses de Alegrete, na Charneca do Lumiar - Campo das Amoreiras, 94 - 1750-025 Lisboa.

A visita é limitada a 40 pessoas.

Em 1687, El-Rei D. Pedro II atribui o título de Marquês de Alegrete a Manuel Teles da Silva, 2º Conde de Vilar Maior, pela sua participação como um dos 40 Conjurados de 1640, pela sua dinâmica nas Guerras da Restauração e como Embaixador de Portugal. A ele se deve a construção da Quinta Alegre, destinada a quinta de recreio da família às portas de Lisboa. Depois dele, a sua descendência aumentou e redecorou a casa, sendo um excelente exemplar da arquitectura e das artes decorativas do séc. XVIII.

Para mais esclarecimentos e inscrições contacte-nos através do endereço: 
pelo telefone 21 342 81 15, 
presencialmente: na nossa Sede e nos horários habituais.

sábado, 9 de setembro de 2017

Acerca do futuro


«Para termos controlo sobre o nosso futuro temos que ser capazes de aumentar a margem de manobra de gestão das nossas interdependências tanto comerciais como financeiras. É, por isso, dado o atual nível de endividamento, essencial prosseguir com a consolidação financeira dos agentes públicos e privados e, paralelamente, criar condições que favoreçam o investimento e o aumento da produtividade. Só isso nos permitirá ganhar margem de manobra necessária para agarrar o futuro, libertando-nos das amarras do passado. O futuro está nas nossas mãos!»


sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Todos os dias


«Há tantas coisas admiráveis no que ela disse como na inteligência, generosidade e nobreza com que fala. O título - "O que eu fiz é muito duro, mas o que a minha mãe faz todos os dias é muito mais" - está muito bem encontrado. Recuso-me a estragar o prazer de quem ainda não leu a entrevista mas basta dizer que ela explica porquê e muito mais. É espantoso como a primeira reacção de Inês Henriques ao título mundial foi partilhar a vitória não só com o treinador Jorge Miguel, com o namorado e com os pais mas com todas as mulheres e todos os homens, atletas ou não, que lutam teimosamente contra as dificuldades da vida.»                              
                                                                                           Miguel Esteves Cardoso
                                                                                                   

Leituras

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Artes

A.Gonçalves


Meu fiel caderno,
Materno seio e feitura,
De razões plena escritura
Onde inscrevo, fio e pinto,
Mundo, gente, forma,
E o fervente desejo inquieto
Que dá mor força ao pensamento
Por enganos, desconcerto, adivinha,
Curso de longa aspereza
Em roda de circular cruz.
                                                PC

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Imagens de Portugal


«Não é facilmente visível. Para a encontrar, tem de se saber o que se procura. É uma extraordinária varanda construída numa fase adiantada das Capelas que virão a ficar "Imperfeitas". Os seus autores serão Miguel Arruda e João Castilho, arquitectos do mosteiro nos anos 1530 e 1540. A varanda (tribuna ou janela), recheada de imagens e símbolos de difícil interpretação, fica ofuscada pelo portal manuelino sobre o qual se encontra. A distância que nos separa dela ajuda a passar desapercebida. Mas é uma obra inesquecível. Além das personagens cimeiras, quimeras e seres híbridos, temos, na base das três colunas, o rei D João III ladeado por um africano e um índio! As esculturas, de autor desconhecido, terão sido feitas a partir de modelo, o que era raro e, no caso do rei, inédito até essa altura. Na verdade, são retratos. Aquelas duas personagens no mesmo nível e com quase a mesma dignidade do rei deixam-nos a meditar na nossa história.»                           

                                                           Texto e Fotografia de António Barreto
Que é feito dos homens livres do meu país? Estão assim tão dependentes da simpatia partidária, dos empregos públicos, das notícias administradas gota a gota, dos financiamentos, dos subsídios, das bolsas de estudo e das autorizações que preferem calar-se?” 
                                  António Barreto in Observador, Macroscópio, e DN

terça-feira, 11 de julho de 2017

Análise da Situação Política

Pieter Brueghel o Velho - The triumph of death (excerto)



É consensual que os nossos problemas decisivos têm sido políticos:

  • De organização (a mais antiga e eficaz das tecnologias humanas),
  • De consenso (porque não existe uma mesa onde a conversação possa convergir em vez de sempre divergir),

  • Insistimos em práticas que não se demonstram fecundas,

  • Não procurando propostas fundamentadas (ausentando a Academia nos processos de decisão).

Uma transformação económica exige uma profunda transformação política.


Se têm sido continuamente solicitadas à sociedade mudanças de comportamento, adaptações e sacrifícios, também a sociedade encontra necessidade de mudança na política.

Se havemos de passar a um novo patamar económico, político e cultural, são imprescindíveis a continuidade estratégica, a monitorização dos programas em realização, os consensos sobre objetivos comuns à democracia e o reforço da credibilidade do Estado.

A política decorre na livre contenda de interesses e opiniões. Os conflitos expressam-se na discussão democrática. O nosso modo de viver é plural. Mas tampouco é o atual pluralismo político e cultural do País que, por si só, espontaneamente, fabricará a eficácia política que unanimemente reconhecemos fundamental e requeremos.

Mas sem uma mudança política, assertiva, clara e definidora, por resposta vigorosa e democrática, nada mais poderemos alcançar.

(Continua)

sábado, 8 de julho de 2017

Imagens de Portugal


(...) Tão de repente,
Realidade, tu poisaste o teu pé
Nas pegadas do mar, disseste
águas, exorbitaste dos olhos,
e repetiste: lágrimas. Chamaste
a coroa das palavras, o nome
de todas as palavras, neste lugar:
a língua, no tempo de Portugal. (...)

Fiama Hasse Paes Brandão, 
«Teoria da Realidade. Tratando-a por tu» (excerto) 
in Cenas Vivas, Lisboa, Relógio D'Água, 2000 (1997)