sexta-feira, 22 de junho de 2018

Pelo ajuste institucional, pelo concerto devido à experiência política das últimas décadas e perante o futuro




Assegurar a eficácia a objectivos políticos comuns à democracia requer uma discussão que considero inadiável. Usufruindo de liberdade e democracia, falta-nos ainda o ajuste institucional, o concerto devido à experiência política das últimas décadas e perante o futuro. Porque não é somente por dispositivos técnicos, económicos ou financeiros, mas também pela diferença política, cultural e institucional, que nos dinamizaremos positivamente. As políticas que por consenso democrático usufruíram de continuidade, e foram efectivamente prosseguidas, guindaram-nos aos melhores lugares na comparação internacional. Contudo, uma transformação económica exige uma transformação cultural e política. Se têm sido continuamente solicitadas à sociedade mudanças de comportamento, mas penso haver ficado já clara a necessidade de construir uma renovação dentro do próprio sistema político. É necessário elaborar uma solução democrática, com pessoas vocacionadas para a administração do interesse público, com uma assembleia forte, capaz de soluções positivas e ampliando a representação do todo nacional pela monarquia, unidade sem divisões, completamente apartidária, universalmente aceite, que evidencia valores comuns, que evidencia a lógica da participação sobre a lógica do confronto, uma instância de unidade, de equilíbrio, de estabilidade, acolhimento e voz de sequência estratégica. Entendo ser necessário afirmar uma estrutura política que permita uma vida democrática mais completa, onde o semicírculo parlamentar se complete com uma mesa estável para os acordos estratégicos fundamentais, permitindo a continuidade daquelas políticas que sejam considerados objectivos comuns à democracia.


quarta-feira, 20 de junho de 2018

Vanguardas portuguesas

Decretum (produzido entre 1251 e 1325))

O alargamento da participação política começa muito cedo  em Portugal, com D.Afonso III (1254), quando os procuradores dos concelhos iniciam a sua presença nas reuniões das Cortes. Depois, com D.Afonso IV (1331-1340) os homens-bons dos concelhos, os seus representantes, tomam parte na discussão e na tomada de decisões e, logo depois, com D.Fernando (1372), dessa participação na reflexão e na decisão segue-se a capacidade de iniciativa política dos representantes concelhios nas Cortes gerais do Reino.

domingo, 17 de junho de 2018

CPLP: clareza, otimismo e aprumo perante o possível



«A trajectória dos países da CPLP (...) [procura] o seu lugar em novos equilíbrios regionais. Os interesses em jogo, muito guiados pela perspectiva económica, já deixaram para trás a realidade de 1996, introduzindo uma dimensão económica nunca sonhada aquando da constituição, pautada, então, pela sedutora linha de cooperação tradicional baseada no conhecimento mútuo forjado por laços históricos.
Essa perspectiva económica não deixa de ter razão de ser. Basta lembrar que as oito economias do Bloco Lusófono valeram, em 2016, 2,1 biliões de euros e têm uma população total de 271 milhões de pessoas. Se as nações que integram aquele universo constituíssem um único país, este seria a 7ª maior economia do mundo, à frente da Índia, Itália, Canadá ou Rússia. Daí que faça sentido a ideia de que todos os países lusófonos teriama lucrar com o fortalecimento da articulação entre si: cada um deles se tornaria menos dependente do bloco regional em que está inserido e ganharia um peso internacional totalmente diferente. Juntos, passariam a constituir um bloco organizado com voz activa no globo. Mas não chega efabular, é preciso ter a vontade de realizar um plano estratégico que viabilize essa visão de conjunto. Mau grado esta prevalência do mundo económico a determinar o trajecto futuro, a CPLP não deverá deixar de se assumir como uma organização global, multisectorial, pluridisciplinar e global. E, ao fazer esta referência, lembramo-nos de outro elemento que nos liga: o Mar, um domínio no qual a CPLP poderia partilhar uma visão comum para o desenvolvimento sustentável das actividades marítimas, com impacto ambiental, socialeconómico. Teremos de ser discernidos na valoração e avaliação que cada país dá à sua participação na Comunidade, devendo estimular-se a cooperação económica, social e técnico-científica, de modo a favorecer um melhor ambiente e receptividade para fomentar as convergências políticas

Alm.Rebelo Duarte, «A CPLP, uma comunidade à procura de um caminho», Roteiros, XI, 2017, Instituto D.João de Castro, Lisboa, pág.260

Efeméride

Imagem relacionada

   A primeira travessia aérea do Atlântico Sul foi concluída com sucesso pelos aeronautas portugueses Gago Coutinho e Sacadura Cabral, a 17 de Junho de 1922, no contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil. Sacadura Cabral exercia as funções de piloto e Gago Coutinho as de navegador. Este último havia criado, e empregaria durante a viagem, um horizonte artificial adaptado a um sextante a fim de medir a altura dos astros, invenção que revolucionou a navegação aérea (...) o tempo de voo foi de apenas sessenta e duas horas e vinte e seis minutos, tendo percorrido um total de 8.383 quilómetros.

Imagens de Portugal

domingo, 10 de junho de 2018

A celebração oficial do 10 de Junho começou com D.Luís I


Retrato de Camões por Fernão Gomes em cópia de Luís de Resende. 

Considerado o mais autêntico retrato do poeta.


«A primeira referência legal que declara "Dia de Festa 

Nacional e de Grande Gala" o 10 de junho data de 27 

de abril de 1880. É um decreto das Cortes Reais em  

que o rei D. Luís I acedeu a que se assinalassem os 

300 anos da data apontada pelos historiadores para a 

morte de Luís de Camões, 10 de junho de 1580.» DN

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Uma das premissas do principal trabalho do Eurogrupo


https://www.aeaweb.org/journals/pandp

"Over the past two centuries, debt in excess of 90 percent has typically been associated with mean growth of 1.7 percent versus 3.7 percent when debt is low (under 30 percent of GDP) (...). [Countries] that choose to rely excessively on short-term borrowing to fund growing debt levels are particulary vulnerable to crises in confidence that can provoke very sudden and 'unexpected' financial crises."

Carmen M. Reinhart and Kenneth S. Rogoff, «Growth in a Time of Debt», American Ecomic Review: Papers & Proceedings, 1000, (May 2010): 573-578.

Artes

VerylGoodnightThe Day the Wall Came Down in Clayallee, Allied Museum, foto de Mutter Erde



sexta-feira, 4 de maio de 2018

Imagens de Portugal



«A partir de amanhã e até 1 de Outubro, estará patente em Cacilhas uma exposição temporária comemorativa do 20º aniversário da reconstrução da fragata D. Fernando II e Glória, o último navio da marinha portuguesa a navegar exclusivamente à vela.
Construída nos estaleiros de Damão, hoje território da Índia, e lançada à água em 1843 sob o comando do Capitão-de-fragata Torcato José Marques. Veio para Lisboa sem incidentes em 1845, onde seria reconvertida em 1865 para Escola de Artilharia Naval.
Em 1940 terminou a sua missão na Marinha e foi transformada na Obra Social da Fragata D. Fernando, instituição social que albergava rapazes de famílias pobres. (...)
Depois de 29 anos parcialmente submersa no Tejo, começou a ser a ser reconstruída (...).
A fragata D. Fernando II e Glória fez nove viagens, num total superior a 100 mil milhas, e é considerada a quarta fragata armada e oitavo navio de guerra à vela mais antigo do mundo.» in JEM

domingo, 29 de abril de 2018

Atualidades de Portugal no seu melhor

«When a culture stops looking to the future, it loses a vital force. (...) Thomas Mann once accused his peers of cultivating a "sympathy for the abiss". Cultural pessimism is rarely a helpful state of mind. Where one stands inherently subjective.» E.Luce (2017:203)

Leituras







sábado, 21 de abril de 2018

Imagens de Portugal

https://desastrediario.wordpress.com/2012/01/17/cervantes-y-la-gloria-prometida/
Cervantes
«(...) descreve os lisboetas como agraváveis, corteses, liberais e apaixonados, embora discretos. A formosura das mulheres admira e apaixona.» @ Observador

domingo, 15 de abril de 2018

Imagens de Portugal


Imagem de VoxEurop


«Todas as principais correntes do pensamento económico tiveram em Portugal autorizados representantes e cultores. E até em alguns capítulos da vasta ciência que é a economia, teve em Portugal a primazia. Os problemas do crédito, operações de bolsa e seguros tiveram como primeiros tratadistas escritores portugueses.»



  • Pedro Borges Graça, O Mar no Futuro de Portugal: Ciência e Visão Estratégica, UniLisboa, ISCSP

Imagens de Portugal


 A Assembleia da República acolhe a exposição "Os moldavos pintam Portugal", uma iniciativa da Embaixada da República da Moldova. Piso 0 | até 27 de abril


sábado, 3 de março de 2018

Democracy and Disappointment?

Jochen Tack
«(…) “[B]ad governance” (...) refers in the first instance to the failure of many new democracies to build well-functioning and effective states, which often leads to lagging economic growth, poor public services, lack of personal security, and pervasive corruption. The citizens of such countries understandably feel disappointed by democracy. (...)“[T]he legitimacy of many democracies around the world depends less on the deepening of their democratic institutions than on their ability to provide high-quality governance.” Of course, bad governance afflicts most nondemocratic countries as well, but this offers scant consolation to citizens who feel that the government they have democratically elected is failing them. (…) [T]hose who wish to strengthen democracy need to pay greater attention to state-building, including such prosaic matters as public administration and policy implementation.»

Marc F. Plattner, Democracy & Society, Georgetown University, A Publication of the Center for Democracy and Civil Society, Fall–Winter 2016, Volume 13, Issue 1, págs 1-6.


Marc F. Plattner is the founding coeditor of the Journal of Democracy and Co-chair of the Research Council of the National Endowment for Democracy’s International Forum for Democratic Studies. This essay, an expanded and updated version of “Is Democracy in Decline?” in the January 2015 issue of the Journal of Democracy, was presented as the Joe R. Long Lecture at the University of Texas - Austin on October 1st, 2015.





Conferência - Segunda - 5 de Março 2018 - FCG


Fortalecer a democracia na Europa 

Conferência organizada em parceria com o Instituto Jacques Delors


FCG

A irracionalidade invade mas não justifica

sábado, 13 de janeiro de 2018

Organizações Celulares (inov.empres.)


«A number of leading companies today are experimenting with a new way of organizing—the cellular form. Cellular organizations are built on the principles of entrepreneurship, self-organization, and member ownership. In the future, cellular organizations will be used in situations requiring continuous learning and innovation.»

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Poesia remota e ressonâncias políticas atuais



(...) as chuvas torrenciais, desencadeadas por nuvens negras, devastaram toda a superfície da terra, as sementeiras dos campos e os frutos das searas. 
Podiam ver-se então as manadas a nadar entre
os lobos, com tantas coisas assombrosas (…)

Henrique Caiado (1470-1509), Écloga I, Os amigos Fausto e Filémon, 39-43 [trad. do latim de Tomás da Rosa (1921-1994)] @ Biblioteca Nacional

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Vanguardas: Portugal positivo no cenário internacional



«The current world leader in the liberalzation of drug laws is (...) Portugal»

Michael Huemer, The Problem of Political Authority, Palmgrave Macmillian, London-N.York, 2013, 330.

Ver também Kellen Russoniello @ Yale Journal of Health Policy, Law, and Ethics

A ler



Charlety Sebastien, Histoire De La Monarchie De Juillet 1830-1848Perrin, Janeiro de 2018. @ Bertrand


terça-feira, 2 de janeiro de 2018

domingo, 31 de dezembro de 2017

Imagens de Portugal



«Luiz de Camoens es príncipe de los poetas que escrivieron en idioma vulgar»
Lope de Vega

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Tempos com visão de longo prazo




«(...) A difusão de ideias e de valores através das imagens revela-se, ao longo da História, um processo recorrente por quem tem o poder e o dever de servir de exemplo à restante sociedade. Por isso, os meios difusores e a forma como se constroem as mensagens são cuidadosamente pensados e seleccionados. (...)»

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Saudades do Mar


Artes


Nunca, por Mais


Nunca, por mais que viaje, por mais que conheça 
O sair de um lugar, o chegar a um lugar, conhecido ou desconhecido, 
Perco, ao partir, ao chegar, e na linha móbil que os une, 
A sensação de arrepio, o medo do novo, a náusea — 
Aquela náusea que é o sentimento que sabe que o corpo tem a alma, 
Trinta dias de viagem, três dias de viagem, três horas de viagem (,,,)

Álvaro de Campos