domingo, 5 de abril de 2020

Do Mar




«Tendo falhado as duas primeiras “revoluções industriais”
(a do carvão/ ferro e a do petróleo/plásticos) Portugal tenta agora lograr um bilhete para a era “da informação e da robótica”, num contexto em que as sociedades experimentam uma profunda “revolução nos costumes”, que pode tudo permitir mas também tudo arruinar, e que a própria ciência sociológica tem dificuldade em acompanhar. Mas a sua escala demográfica, os atrasos acumulados e alguns traços “patogénicos” serão óbices difíceis de superar. Mas “o mar” continua aberto à nossa frente.»

João Moreira Freire, «O que faz hoje a riqueza das nações?» 127-136, in Roteiros, Nova Série, 2019, N.o 13, Instituto D.João de Castro.

Efeméride (5 abril 1509)

 
Diogo Lopes de Sequeira
(Alandroal, 1465 — Alandroal, 1530)



Diogo Lopes de Sequeira aportou pela primeira vez em Malaca em 1509.

Foi também governador da Índia de 1518 a 1522. Ao serviço de D. Manuel I, foi enviado para fazer o reconhecimento da costa de Madagáscar (então nomeada Ilha de São Lourenço) e respectivas potencialidades comerciais, aportando depois na Índia.

Em 1509, pouco antes de Afonso de Albuquerque assumir o cargo de governador da Índia, Lopes de Sequeira comandou a primeira frota portuguesa a chegar a Malaca. 

Obtendo a autorização do sultão local, aportou com cinco navios para comerciar levando credenciais e presentes. 

Inicialmente foi bem recebido, desembarcou homens e mercadorias, no entanto não conseguiu um acordo para estabelecer uma feitoria, pois os gujarates, os mercadores muçulmanos locais, opuseram-se com o apoio do bendahara. Visto como uma intrusão no comércio entre o estreito de Malaca e as ilhas indonésias, foi planeada uma tentativa de destruir a expedição. Diogo Lopes de Sequeira abandonou rapidamente a costa com três dos navios, deixando para trás dois navios incendiados, várias baixas e dezanove prisioneiros. Afonso de Albuquerque, instado a libertar os portugueses, conquistaria Malaca em 1511

Diogo Lopes de Sequeira foi nomeado governador da Índia de 1518 a 1522. Em 1524, já sob D.João III, participou da Conferência de Elvas e Badajoz onde Portugal disputaria as Molucas com Castela, nos acordos de demarcação a Este do da linha do Tratado de Tordesilhas.

sexta-feira, 20 de março de 2020

Poesia


Eu estaria desde sexta-feira passada, na Holanda 
No início de Fevereiro estive em Roma 
Daqui a um mês iria estar em Barcelona 
No Verão quero ir a Trás-os-Montes 
Neste momento sinto a alma no mundo inteiro 
Neste momento sinto saudades do Campo da Batalha, da Capela de São Jorge 
É claro que, a minha Inês, em Alcobaça, 
A minha Santa Maria, fazem-me falta.

Sónia V