sexta-feira, 12 de junho de 2020

Grand Duchess Maria Wladimirovna

 
"Maria Vladimirovna has the support of most monarchist groups and followers, most societies of Russian nobles — including the Assembly of the Russian Nobility, and recognition of her claim by the head of the Russian Orthodox Church, Kirill I Patriarch of Moscow and all Russia who, in a televised March 2013 interview, stated "Today, none of those persons who are descendants of the Romanoffs are pretenders to the Russian throne. But in the person of Grand Duchess Maria Wladimirovna and her son, Georgii, the succession of the Romanoffs is preserved — no longer to the Russian Imperial throne, but to history itself."

sexta-feira, 22 de maio de 2020

Exercícios de História


O historiador António José Telo identifica na atualidade mais "paralelos do que gostaria" com a Primeira Guerra, considera reais os perigos de um conflito global tradicional e acredita que, de uma nova forma, a terceira Guerra Mundial já começou. Em entrevista à agência Lusa a propósito dos 100 anos do Armistício - que se assinalam domingo -, o historiador e professor da Academia Militar vê na propagação do caos, na crise das soberanias tradicionais, na alteração brusca de equilíbrios e na mudança das regras do jogo pontos de contacto com o período que levou ao conflito de 1914-1918.
"Curiosamente há mais paralelos do que gostaria. Preferia que não houvesse tantos", disse, apontando como um dos "aspetos visíveis" a forma "como o caos se propaga a várias sociedades" e as dificuldades destas "em manter as funções normais de soberania", António José Telo apontou como exemplo as situações em países ibero-americanos como o Brasil, a Venezuela ou a Colômbia.

"O Brasil é o exemplo típico de um Estado que deixa de cumprir as suas funções tradicionais e passa a ser substituído por um caos que vem de baixo e cresce rapidamente. Mas o que está a acontecer com o Brasil aconteceu já com metade de África, com grande parte do Médio Oriente, com grande parte do continente asiático e está a avançar na Europa", reforçou.

Para o historiador, "há situações cada vez mais difíceis de controlar na Europa com a dificuldade de os poderes soberanos se afirmarem" a que se junta "uma descrença nas ideologias tradicionais".

"Esta descrença é uma das causas que provoca a crise dos poderes soberanos. As pessoas deixaram de acreditar ou pelo menos tendem a deixar de acreditar na boa vontade dos políticos e dos Estados tradicionais", sublinhou.
Para o historiador, "o desfazer das soberanias que marcou o fim da Primeira Guerra" é hoje também "perfeitamente patente".
"As soberanias tradicionais estão em crise, as situações de pré-caos ou de caos vão crescendo rapidamente", reforçou, assinalando também a "corrida ao armamento" que antecedeu a Primeira Guerra, o que, assegura, está a acontecer também agora.

"Talvez os europeus não notem muito porque não correm aos armamentos, mas tudo à volta corre, a começar na Ásia, a continuar pelo Médio Oriente, Estados Unidos e Ibero-Americana", apontou.
António José Telo receia, por isso, que os "paralelos sejam muitos", considerando tratar-se de indicadores de que a ordem atual "não vai durar muito tempo".
"Ainda não é claro o que vem aí, mas há de facto uma tendência para o agravamento das tensões nacionais que podem provocar guerras entre os Estados, uma coisa que parecia impossível há poucos anos, mas que hoje não é", disse.
O historiador admite que estão reunidos os ingredientes para "uma receita explosiva". "O perigo de uma guerra tradicional existe e é cada vez maior, mas a guerra na nova forma, essa já começou. Quando falamos numa terceira Guerra Mundial, estamos a pensar numa guerra clássica, num choque entre Estados, porque noutra aceção na minha opinião já começou. Um novo tipo de guerra mundial está a decorrer e a mudar rapidamente o mundo", sustentou.

Do ressurgimento do Atlântico em pleno século XXI e o papel que ele poderá desempenhar na revitalização do poder económico e geopolítico da Europa


«Nesta apresentação procuraremos defender, com argumentação que julgamos objectiva, a crença no ressurgimento do Atlântico em pleno século XXI e o papel que ele poderá desempenhar na revitalização do poder económico e geopolítico da Europa. Antes disso e partindo de um breve historial da UE, procuraremos resumir as crises da última década e os constrangimentos que se colocam ao desenvolvimento do bem-sucedido projecto dos pais fundadores, hoje em dificuldade de adaptação a um mundo em complexa transformação, o qual, na caracterização de Fareed Zakaria, passa por uma acelerada desordem, a desafiar a velha ordem liberal criada pelos EUA a seguir à II Guerra Mundial.(...)»


RdM