sexta-feira, 22 de maio de 2020

Exercícios de História


O historiador António José Telo identifica na atualidade mais "paralelos do que gostaria" com a Primeira Guerra, considera reais os perigos de um conflito global tradicional e acredita que, de uma nova forma, a terceira Guerra Mundial já começou. Em entrevista à agência Lusa a propósito dos 100 anos do Armistício - que se assinalam domingo -, o historiador e professor da Academia Militar vê na propagação do caos, na crise das soberanias tradicionais, na alteração brusca de equilíbrios e na mudança das regras do jogo pontos de contacto com o período que levou ao conflito de 1914-1918.
"Curiosamente há mais paralelos do que gostaria. Preferia que não houvesse tantos", disse, apontando como um dos "aspetos visíveis" a forma "como o caos se propaga a várias sociedades" e as dificuldades destas "em manter as funções normais de soberania", António José Telo apontou como exemplo as situações em países ibero-americanos como o Brasil, a Venezuela ou a Colômbia.

"O Brasil é o exemplo típico de um Estado que deixa de cumprir as suas funções tradicionais e passa a ser substituído por um caos que vem de baixo e cresce rapidamente. Mas o que está a acontecer com o Brasil aconteceu já com metade de África, com grande parte do Médio Oriente, com grande parte do continente asiático e está a avançar na Europa", reforçou.

Para o historiador, "há situações cada vez mais difíceis de controlar na Europa com a dificuldade de os poderes soberanos se afirmarem" a que se junta "uma descrença nas ideologias tradicionais".

"Esta descrença é uma das causas que provoca a crise dos poderes soberanos. As pessoas deixaram de acreditar ou pelo menos tendem a deixar de acreditar na boa vontade dos políticos e dos Estados tradicionais", sublinhou.
Para o historiador, "o desfazer das soberanias que marcou o fim da Primeira Guerra" é hoje também "perfeitamente patente".
"As soberanias tradicionais estão em crise, as situações de pré-caos ou de caos vão crescendo rapidamente", reforçou, assinalando também a "corrida ao armamento" que antecedeu a Primeira Guerra, o que, assegura, está a acontecer também agora.

"Talvez os europeus não notem muito porque não correm aos armamentos, mas tudo à volta corre, a começar na Ásia, a continuar pelo Médio Oriente, Estados Unidos e Ibero-Americana", apontou.
António José Telo receia, por isso, que os "paralelos sejam muitos", considerando tratar-se de indicadores de que a ordem atual "não vai durar muito tempo".
"Ainda não é claro o que vem aí, mas há de facto uma tendência para o agravamento das tensões nacionais que podem provocar guerras entre os Estados, uma coisa que parecia impossível há poucos anos, mas que hoje não é", disse.
O historiador admite que estão reunidos os ingredientes para "uma receita explosiva". "O perigo de uma guerra tradicional existe e é cada vez maior, mas a guerra na nova forma, essa já começou. Quando falamos numa terceira Guerra Mundial, estamos a pensar numa guerra clássica, num choque entre Estados, porque noutra aceção na minha opinião já começou. Um novo tipo de guerra mundial está a decorrer e a mudar rapidamente o mundo", sustentou.

Do ressurgimento do Atlântico em pleno século XXI e o papel que ele poderá desempenhar na revitalização do poder económico e geopolítico da Europa


«Nesta apresentação procuraremos defender, com argumentação que julgamos objectiva, a crença no ressurgimento do Atlântico em pleno século XXI e o papel que ele poderá desempenhar na revitalização do poder económico e geopolítico da Europa. Antes disso e partindo de um breve historial da UE, procuraremos resumir as crises da última década e os constrangimentos que se colocam ao desenvolvimento do bem-sucedido projecto dos pais fundadores, hoje em dificuldade de adaptação a um mundo em complexa transformação, o qual, na caracterização de Fareed Zakaria, passa por uma acelerada desordem, a desafiar a velha ordem liberal criada pelos EUA a seguir à II Guerra Mundial.(...)»


RdM

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Ataques (por todo o lado) para quê?




Tem havido por parte da imprensa, sobretudo a de comunicação inglesa, um ataque à monarquia, sobretudo à realeza britânica, sem precedentes desde que ando por aqui. Recebo tudo quanto o google disponibiliza que fale acerca da monarquia e temos tido semanas após semanas de propaganda mais ou menos subliminar anti-monárquica. Aqui apenas faço duas questões. Primeira: Querem depressa a sucessão britânica? Segunda: Porque este ataque de receio perante a monarquia britânica? Afinal os regimes que representam os povos melhor qualificados em Diretos Humanos (sobretudo Europa, mas não esqueçamos o Japão). Continuam os ataques agora também em 12 de junho 2020...