segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

MAR (poesia)





Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia Andersen, «Liberdade» in Mar Novo,
Porto, Assírio & Alvim, 2013(1958)


29 de Fevereiro 2016, 
Por mim dedicado ao Manuel Luís, PFC


Efeméride

Vergílio Ferreira1 de Março de 1996
Falece em Lisboa, o escritor português Vergílio Ferreira. Foi sepultado em Melo, “virado para a serra” como sempre desejou.

Corrupção


«Se têm sido continuamente solicitadas à sociedade mudanças de comportamento, penso também haver ficado clara a necessidade de construir uma renovação do próprio sistema político. Se a iniciativa política solicita mudanças de comportamento à sociedade, a sociedade também clama por um profundo câmbio político, também na justiça, um dos três pilarares fundamentais para a projeção do Estado, justiça, educação, segurança.»
                                                                                                 PFC

sábado, 27 de fevereiro de 2016

Imagens de Portugal e de SAR D.Duarte



Aline Gallasch Hall de Beuvink.
Aline Gallasch Hall de Beuvink

Aline Gallasch Hall de Beuvink apresenta os valores da Monarquia encarnada por S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança. O Duque de Bragança é um excelente modelo dos valores monárquicos. Tem sido um grande representante de Portugal no exterior, mesmo a nível político, comenta para MUNDIARIO.
- Em relação ao movimento monárquico português, como caracteriza a relação dos portugueses em geral com os monárquicos portugueses?
- Os portugueses em geral têm uma educação de 100 anos de propaganda republicana e anti-monárquica. Ainda hoje os manuais escolares distorcem alguns factos. Quando foram as comemorações dos 100 anos da República (2010), muito se publicou e disse que denegrisse a Monarquia e que “branqueasse” alguns dos vis actos cometidos pela República. Por isso, os portugueses não-monárquicos, na maioria das vezes, têm preconceitos e imagens manipuladas da Monarquia, com falta de verdade histórica, o que lhes impede de ter um distanciamento e ver a História com realismo. Só para ter uma ideia, pensam muitas vezes que, se a Monarquia voltasse, viveríamos no Antigo Regime, olvidando por completo o que foram as conquistas liberais e democráticas do século XIX! Julgam que a Monarquia é sinónimo de Absolutismo, e que República é sinónimo de Democracia, como se as ditaduras não tivessem existido e não houvesse Monarquia Constitucional! Daí, muitas vezes, olharem para os monárquicos como se fossem “aves raras” que pararam no tempo. A comunicação social não ajuda: raramente publica o que os monárquicos fazem a nível político ou social, ou o seu contributo para o bem de Portugal, o que molda, obviamente, a opinião pública, fazendo-os esquecer, até, que estamos presentes e somos activosBasta olharmos para os países mais desenvolvidos da Europa que são, na sua maioria, monarquias, para percebermos que a Monarquia é o Futuro, e não foi só o passado…
- Em que medida é paradigmática, ou exemplar, o caso da família monárquica portuguesa?
- A nossa família real é, de facto, exemplar. SS.AA.RR., os Duques de Bragança, têm passado os valores familiares, de tradição e da História Portuguesa aos príncipes, seus filhos. É uma nova geração que já consciencializou o seu papel na sociedade e como podem e devem, como herdeiros do trono português que são, contribuir para que o país progrida. As várias acções que os Senhores Duques de Bragança desenvolvem, tanto a nível social, de voluntariado, como cultural e até diplomático, são de excelência. Presidem a várias instituições, que destaco aqui apenas algumas: a Fundação D. Manuel II, o Prémio Infante D. Henrique, o Instituto de Democracia Portuguesa, nos Estados Unidos o Portuguese Heritage Foundation (não esquecendo os emigrantes portugueses, maioritariamente negligenciados pela República) ou o Banco do Bebé. O prestígio e a consideração que, no exterior, os Senhores Duques de Bragança detêm, só mostra bem o excelente papel que têm desempenhado na projecção positiva da imagem de Portugal e quão benéfico seria para o país se deixasse de ser uma República.
- Quais os valores da Monarquia encarnada por S.A.R., o Senhor Dom Duarte de Bragança?
- S.A.R., o Senhor D. Duarte, Duque de Bragança, é um excelente modelo dos valores monárquicos. Tem sido um grande representante de Portugal no exterior, mesmo a nível político. Veja-se o seu papel conciliador na independência de Timor-Leste ou no trabalho diplomático que tem desenvolvido com vários países africanos. Para além disso, o trabalho que tem feito a nível social, cultural e humanitário mostra bem o seu compromisso com esses valores. Não será demais referir o grande amor, respeito e empenho que tem por Portugal. As suas ideias sobre a agricultura, pescas, questões de economia e política demonstram uma estratégia pensada no futuro a longo prazo, e não no ganho imediato. Muitas das suas ideias, que tem vindo a defender já há 20 ou 30 anos, só agora estão a ser pensadas por alguns economistas e até políticos como alternativas para Portugal sair da crise. Como vê, pelo que disse anteriormente e pelo que digo agora, o Senhor Dom Duarte reúne, em si, as principais qualidades que se podem esperar de um bom, justo e consciente rei.
26 de Fevereiro 2016 in Mundiario

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Efeméride




25 de Fevereiro de 1558 falecimento de D. Leonor de Áustria terceira esposa de D.Manuel I

Efeméride


25 de Fevereiro de 1819


Morre o poeta português Filinto Elísio, pseudónimo do Padre Francisco Manuel do Nascimento


Ode à Amizade


Se depois do infortúnio de nascermos 
Escravos da Doença e dos Pesares 
Alvos de Invejas, alvos de Calúnias 
    Mostrando-nos a campa 
A cada passo aberta o Mar e a Terra; 
Um raio despedido, fuzilando 
Terror e morte, no rasgar das nuvens 
    O tenebroso seio 
A Divina Amizade não viera 
Com piedosa mão limpar o pranto, 
Embotar com dulcíssono conforto 
    As lanças da Amargura; 
O Sábio espedaçara os nós da vida 
Mal que a Razão no espelho da Experiência 
Lhe apontasse apinhados inimigos 
    C'o as cruas mãos armadas; 
Terna Amizade, em teu altar tranquilo 
Ponho — por que hoje, e sempre arda perene 
O vago coração, ludíbrio e jogo 
    Do zombador Tirano. 
Amor me deu a vida: a vida enjeito, 
Se a Amizade a não doura, a não afaga; 
Se com mais fortes nós, que a Natureza, 
    Lhe não ata os instantes. 
Que só ditosos são na aberta liça 
Dois mortais, que nos braços da Amizade, 
Estreitos se unem, bebem de teu seio 
    Nectárea valentia. 
Tu cerceias o mal, o bem dilatas, 
E as almas que cultivas cuidadosa, 
Com teu suave alento aformosentam-se 
    Medradas e viçosas. 
Caia a Desgraça, mais que o raio aguda 
Rebente sobre a fronte ao mal votada, 
Mais lenta é a queda, menos cala o golpe 
    No manto da Amizade: 
E se desce o Prazer, com ledo rosto 
A alumiar o peito de Filinto, 
A chama sobe, e vai prender seu lume 
    Na alma do fido Amigo. 

Filinto Elísio, Odes, in Citador


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Artes

Robert Delaunay (12 April 1885 – 25 October 1941)
He was a French artist who, with his wife Sonia Delaunay and others, cofounded the Orphism art movement. In August 1915 they moved to Portugal where they shared a home with Samuel Halpert and Eduardo Viana. With Viana and their friends Amadeo de Souza Cardoso (whom the Delaunays had already met in Paris) and José de Almada Negreiros they discussed an artistic partnership.  

domingo, 21 de fevereiro de 2016

Artes

Arte nas ruas, cada vez mais interessantes interagindo
com surpresa


Frases


«(...) Mais do que centrar-se ou radicalizar-se, a política portuguesa precisa de definir-se. De se tornar inteligível. Minimamente previsível. Os partidos não podem continuar no seu caminho insano de gelatinização ideológica. Num Mundo progressivamente mais perigoso e mais confuso, todos nós precisamos de faróis e de portos de abrigo. De pontos de referência sólidos para que possamos situar-nos. Seja a norte, seja a sul de cada m deles. É assim a natureza humana. Navegar eternamente na gelatina, confunde, baralha e enjoa.
O resultado desta superficialidade ao sabor das conveniências é, só pode continuar a ser, o caminho do fim do regime. (...)»

Pedro Norton, in «A grande naúsea» Visãonº1198, 18/2 a 24/2/2016, pág.83

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Artes

Domingos Rebêlo «Pescadores Varando Barco 1924»

MAR - Poesia



Noutro poema disse que proa e quilha
se afastaram do molhe. As duas crianças
vistas então na cena da partida, tinham sido
reais. No posterior momento da descrição
as duas crianças estavam nitidamente sobrepostas.
Ambas, uma imagem; ao dizê-lo.
Ambas lançaram as vozes estridentes
sobre o bater do mar. Levadas de repente
para longe do cais pela atracção fatal
das máquinas do barco. Lenços acenam,
por outras simultâneas crianças.

Ao partirem, eu dizia que a ausência
seria mais dura do que o bater da onda.
Dizia que as duas vozes afastando-se
vazavam de sons o meu peito,
e que estava a ver partir o barco
me deixaria na margem a meditar,
e far-me-iam escrever poemas desabridos
e amar outras crianças similares
que não haviam partido ainda.

Fiama Hasse Pais Brandão, «À Partida» in Cenas Vivas,
Lisboa, Relógio d'Água, 2000 (poema de 1994)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Frases


«Todos, quando teve de ser, cortaram salários e pensões; e todos, quando pôde ser, aumentaram salários e pensões. O que ninguém fez foi afrontar o Estado clientelar que é base do poder da oligarquia.»

                                                  Rui Ramos in Observador  

Frases



«Interesting to sptent the night in prison Watson, It makes me realize that there are good places for bad people...»

Elementary, Série 3, Episódio 16, ao minuto 33, do 37 ao 52 seg

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Efeméride



16 de Fevereiro de 1267, Tratado de Badajoz, D.Afonso III de Portugal e Afonso X de Leão definem a fronteira de Portugal no Algarve.

16 de Fevereiro de 1279, falece D. Afonso III em Lisboa, está sepultado na igreja de S. Domingos.

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Efeméride



A 13 de Fevereiro de1668 celebra-se o Tratado de Lisboa assinado entre Portugal (D.Afonso VI) e Espanha (Carlos II) que viria a pôr fim à Guerra da Restauração. Por este tratado, a Espanha reconhece a Restauração da Independência de Portugal.

Imagens de Portugal

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Por uma economia verde



O «(...) cenário é bem mais promissor graças aos progressos tecnológicos notáveis nas energias renováveis.
Os números são verdadeiramente impressionantes. De acordo com um relatório recente da empresa de investimento Lazard, o custo da geração de eletricidade através da energia eólica caiu 61% de 2009 a 2015, enquanto o custo da energia solar caiu 82 por cento. Estes números – que estão de acordo com outras estimativas – mostram progressos a um ritmo de crescimento que normalmente só se espera ver nas tecnologias de informação. E situam o custo das energias renováveis num patamar em que se tornam competitivas com os combustíveis fósseis.
(…) [O] tipo de progresso que está ao nosso alcance pode ser um ponto de inflexão na direção certa».

Paul Krugman, Vento,sol e fogo, Visão, nº1196, 4/2 a 10/2/2016 pág.34

E Portugal tem condições (climáticas, tecnológicas e financeiras) para chegar primeiro a este novo paradigma  económico. PFC

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Os sentimentos gerais em relação ao desempenho do regime: sintomas de privação em relação à Democracia



«Onde os sintomas de “privação relativa” dos portugueses em relação à Democracia – no sentido da constatação de uma discrepância entre expectativas e realidade – parecem ser maiores, e onde mais se jogam os sentimentos gerais em relação ao desempenho do regime, é em dimensões que constituem o contexto social, politico e institucional no qual as eleições têm lugar: [1] os incentivos dos eleitos para atenderem aos eleitores em vez de atenderem a outros factores e prioridades; [2] a disponibilidade da informação necessária para fazer boas escolhas e responsabilizar os governos; [3] e as condições básicas de cidadania, sejam elas legais ou sociais.»

A Qualidade da Democracia em Portugal: A Perspectiva dos Cidadãos, Relatório inicial de um estudo promovido pela SEDES, com o apoio da Fundação Luso-Americana para o Desenvolvimento e da Intercampus, Pedro Magalhães (redator), (Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa), Julho de 2009


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

The seemingly flighty proposition that all we needed was more spending...



«(...) the notion that our unemployment problem was  mainly structural began to be presented as a simple fact rather than as a hypothesis most professional economists rejected.»

Paul Krugman, The Conscience of a LiberalThe New York Times, 08/Fev/2016

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Falecimentos

Falecimento de D.Inês de Castro em 1355

Falecimento de D.Carlota Joaquina em 1830